quarta-feira, 6 de abril de 2011

Selo para os colchões: Senai é procurado pela indústria para atestar qualidade do produto

Após consulta pública, o Inmetro definiu regras que deverão ser cumpridas por fabricantes para comercializar produtos no Brasil e, a partir de 2013, todos os colchões de espuma produzidos no país serão inspecionados e chegarão ao consumidor com selo do instituto.

As definições foram delineadas em conjunto com fabricantes, fornecedores de matérias-primas e organismos de certificação. A maioria dos colchões brasileiros não recebe nenhum tipo de inspeção, apenas os que têm o Selo do Pró-Espuma Qualidade/Iner.

Testes realizados em 2008 pelo Inmetro revelaram que 67% dos colchões fabricados aqui apresentam inconformidades, ou seja, nem sempre são o que aparentam ser. O índice chamou a atenção do órgão, que decidiu tornar obrigatória a certificação dos produtos. Dessa forma, todos os colchões de espuma flexível de poliuretano produzidos no país ou importados deverão ter o selo do Inmetro para serem comercializados. A espuma e o tecido têm que atender as normas da ABNT 13579-1 e NBR 13579-2.

Para receber a certificação, as indústrias deverão cumprir normas que determinam, por exemplo, dimensões (comprimento, largura e espessura), resistência da matéria-prima em relação à possibilidade de ruptura, alongamento e rasgo, revestimento, deformação perante a compressão, resiliência, vida útil, fadiga entre outros requisitos.

A Portaria 79/11 está em vigor desde fevereiro, quando foi publicada no Diário Oficial da União. Os fabricantes têm 30 meses para se adequar às novas regras e receber o selo. As empresas que não cumprirem a Portaria não poderão comercializar colchões em território nacional.

Como analisa Sérgio Fichera, integrante do conselho criado para elaborar a resolução e gerente industrial da indústria de colchões Americanflex, a certificação do Inmetro será muito importante não só para as indústrias, mas principalmente para todos os consumidores.

“Existem no Brasil excelentes organismos de certificações para colchões, como o Selo Pró-Espuma Qualidade, mas que inspecionam apenas as empresas associadas a eles. Dessa forma, muitos produtos são vendidos fora dos padrões. Sem fiscalização, fábricas mal intencionadas podem vender, por exemplo, espumas com densidade 23 como se fossem 33. Com isso, quem sai perdendo são os consumidores”, afirma Fichera.
Ainda em 2011, o Inmetro deve concluir também as regras para a certificação dos colchões de mola que igualmente deverão receber o selo de qualidade.

Na Paraíba
Dando os primeiros passos rumo à certificação, representantes dos fabricantes de colchões da Paraíba procuram o Senai de Campina Grande, para que o Laboratório de Ensaio Físico Mecânico, seja uma alternativa na prestação dos serviços de creditação do Inmetro.

“Buscando um laboratório externo que possa avaliar itens como densidade, resistência e deformação, entre outros, e o Senai, sem dúvida, seria o parceiro certo para este serviço”, explica o gerente Administrativo da Unidade Americanflex, em Campina Grande, Djalma Aparecido Rossini.
Para o gerente do Centro do Senai, Josué Casimiro, a proposta é positiva e será levada à diretoria regional da organização para análise. “O laboratório do Senai é creditado pelo Inmetro para prestar este serviço ao segmento de calçados. Esperamos que, em breve, tenhamos um desfecho positivo, essa é nossa expectativa”.

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